{"id":1925,"date":"2025-06-06T11:27:16","date_gmt":"2025-06-06T11:27:16","guid":{"rendered":"https:\/\/laboratoriodehistoria.pt\/?page_id=1925"},"modified":"2026-06-05T10:27:03","modified_gmt":"2026-06-05T10:27:03","slug":"projeto-historia-popular-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/laboratoriodehistoria.pt\/index.php\/projeto-historia-popular-2\/","title":{"rendered":"Projeto Hist\u00f3ria Popular"},"content":{"rendered":"\n<p>A \u201chist\u00f3ria do povo\u201d \u2014 com uma longa tradi\u00e7\u00e3o em l\u00edngua inglesa e francesa mas ainda a dar os primeiros passos em Portugal \u2014 \u00e9 a hist\u00f3ria dos de baixo, isto \u00e9, das pessoas comuns que fazem e refazem a hist\u00f3ria, partindo da centralidade do trabalho e dos conflitos sociais na vida p\u00fablica para explicar como cheg\u00e1mos at\u00e9 aqui, e como o pensamento e a ac\u00e7\u00e3o das pessoas, individual ou colectivamente, transforma as sociedades humanas a partir das diferentes forma\u00e7\u00f5es sociais e para al\u00e9m dos Estado-na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma conce\u00e7\u00e3o anti-positivista e anti-idealista da hist\u00f3ria que nega que a mesma se possa reduzir aos sujeitos representativos (direc\u00e7\u00f5es, institui\u00e7\u00f5es etc.). A hist\u00f3ria do povo procura a compreens\u00e3o do papel fundamental da ag\u00eancia hist\u00f3rica (classes e movimentos sociais), para al\u00e9m das estruturas sociais (Estados e governos). As classes trabalhadoras fazem a hist\u00f3ria (sejam manuais ou intelectuais, do p\u00fablico ou do privado, da cidade e do campo etc.).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Este Laborat\u00f3rio de Ensino da Hist\u00f3ria Popular \u00e9 constru\u00eddo pelos estudantes do Mestrado em Ensino de Hist\u00f3ria do 3\u00ba Ciclo do Ensino B\u00e1sico e no Ensino Secund\u00e1rio da NOVA FCSH, na disciplina de Organiza\u00e7\u00e3o de Projectos Educativos em Hist\u00f3ria, sob a direc\u00e7\u00e3o da Profa. Dra. Raquel Varela. Os diversos trabalhos aqui apresentados est\u00e3o voltados para todo o p\u00fablico, em particular para os professores da \u00e1rea da hist\u00f3ria e das ci\u00eancias sociais no ensino b\u00e1sico e secund\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta rica produ\u00e7\u00e3o procura contribuir para os projectos educativos desenvolvidos em hist\u00f3ria e ci\u00eancias sociais e humanas nas escolas do pa\u00eds, reflectindo sobre a constru\u00e7\u00e3o do pensamento hist\u00f3rico como forma\u00e7\u00e3o moral e intelectual integral de estudantes, professores e comunidade em geral. Trata-se portanto de um ramo decisivo da \u201chist\u00f3ria p\u00fablica\u201d, desenvolvendo teorias, m\u00e9todos e t\u00e9cnicas de hist\u00f3ria, ensino de hist\u00f3ria e historiografia que procuram repensar como se faz e como se escreve a hist\u00f3ria, numa perspectiva de totalidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Trabalhos <\/h3>\n\n\n\n<details class=\"wp-block-details is-style-default is-layout-flow wp-block-details-is-layout-flow\"><summary>2024\/2025<\/summary>\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/17TfJNLZ2BMgxUm0HNH_XgDUoqPeMc3F2\/view?usp=share_link\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Nascer no Portugal rural do Estado Novo. Salazar e as Pol\u00edticas de Sa\u00fade Materno-Infantil. Li\u00e7\u00e3o para o Laborat\u00f3rio de Hist\u00f3ria<\/em><\/a><strong>, <\/strong>Andreia Almeida<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1ZjwmsT-zTeUXULakDb4UN7yDuoOj-Oei\/view?usp=share_link\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A F\u00e1brica Mundet: Exemplo de autogest\u00e3o no concelho do Seixal<\/a>, Diana Rato<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/10zjyeGHxm6gxkFeNcAXQH61fS0J2--yO\/view?usp=sharing\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Os Her\u00f3is Invis\u00edveis das Cheias de 1967 &#8211; An\u00e1lise da cat\u00e1strofe, da censura e do ativismo estudantil,<\/a> Beatriz Caldinhas<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1dG4FjsgyyKOuJemLFTYPvSE1P_r28ir2\/view?usp=share_link\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Retrato da popula\u00e7\u00e3o trabalhadora dos bairros hist\u00f3ricos de Lisboa, a partir da an\u00e1lise d\u2019Os Reinegros: condi\u00e7\u00f5es de vida e resist\u00eancia<\/a>, Beatriz Apolin\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/151x369PCO9TEog2hNAZpy74TtjKoDvzG\/view?usp=share_link\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Soda P\u00f3voa, a sua hist\u00f3ria e a ades\u00e3o dos seus trabalhadores \u00e0s greves de 8 e 9 de Maio de 1944<\/a>, Gon\u00e7alo Casimiro<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1Chy10otVjIhG4m2MGamAfxXGMzSXCd5k\/view?usp=share_link\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A Final da Ta\u00e7a de 1969<\/a>, Gon\u00e7alo Duarte<br><br><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1Chy10otVjIhG4m2MGamAfxXGMzSXCd5k\/view?usp=share_link\">O Barreiro Corticeiro: retratos do quotidiano feminino. O exemplo da f\u00e1brica Theodoro Rubio atrav\u00e9s de um testemunho oral<\/a>, Mariana Sequeira<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/14D_FNXX8pua4Tg60kLWSs7At1c7XtxBh\/view?usp=share_link\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O movimento iberista (1848-1936): uma breve an\u00e1lise sobre a desarticula\u00e7\u00e3o entre as elites e os movimentos populares &#8211; concisa explica\u00e7\u00e3o para os alunos do 12\u00ba ano do Ensino Secund\u00e1rio<\/a>, Pedro Pimenta<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1pSE8nvAXP8ceVfaYEid6sRMGIl1wDnIL\/view?usp=share_link\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O ensino profissional e t\u00e9cnico na Primeira Rep\u00fablica Portuguesa (1910-1926)<\/a>, Joana Baptista<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1fThKw6anLtaMQg9WpLhe6CbsfpNK68NJ\/view?usp=share_link\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Surrealismo portugu\u00eas, um inimigo dos Estado Novo?<\/a>, Jo\u00e3o Sousa<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/18jcdfuUSNolTlYCDYjxDvuH8O1WZOsaT\/view?usp=share_link\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Marvila industrial: o caso da Sociedade Nacional de Sab\u00f5es<\/a>, Veronica Ramos<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1w1N7oS5C-FujKZ1iLBpVhjgvNUdnASF3\/view?usp=share_link\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jos\u00e9 Do Telhado &#8211; Bandido Social ou Resistente Popular<\/a>, I\u00fari Pereira<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/details>\n\n\n\n<details class=\"wp-block-details is-layout-flow wp-block-details-is-layout-flow\"><summary>2025\/2026<\/summary>\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1F5NbHI3wjRHxthboZx7BRaOFmZw9-Zly\/view?usp=drive_link\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O confronto de Nat\u00e1lia Correia com o Estado Novo: O Processo judicial da Antologia de Poesia Portuguesa Er\u00f3tica e Sat\u00edrica<\/a>, Francisco Duarte Barbosa<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1W6wzBNznZyCXIDgJCOjcO4xKGOWP_zTY\/view?usp=drive_link\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Resist\u00eancia \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o para a Guerra Colonial portuguesa: uma proposta did\u00e1tica para o 12\u00ba Ano<\/a>, Guilherme Limas Machado<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1GK1TmU1hDhUJIdH2kzUtRAr9RDNIoezL\/view?usp=drive_link\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Uma perspetiva sobre o fotojornalismo no Estado Novo. Baseada na an\u00e1lise do caso dos pescadores e das peixeiras da Nazar\u00e9<\/a>, In\u00eas Dinis<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1TwvN8xb3sCuf-ZYxsZULjHhatAk6iIbA\/view?usp=drive_link\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O Estrela da Amadora e o ensino da resist\u00eancia no Estado Novo: uma abordagem da <em>history from below<\/em><\/a>, Jo\u00e3o Gabriel Alpalh\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1GjkVcCwuhTTpluu4JDLDiOa6dkq5wUrx\/view?usp=drive_link\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A revolta da Maria da Fonte e a oposi\u00e7\u00e3o ao cabralismo<\/a>, Laura Castilho<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1qJC9i5V7pLoGz49Kl7L6Jt8GezUcnnxa\/view?usp=drive_link\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">As litografias de Bordalo Pinheiro enquanto cr\u00edtica \u00e0 Regenera\u00e7\u00e3o e ao Fontismo (1851-1890)<\/a>, Pedro Ara\u00fajo<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1GfGqUxYy07dan5RlJjHP8RUVfEB0GbxX\/view?usp=drive_link\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O papel da emigra\u00e7\u00e3o clandestina na Hemorragia Demogr\u00e1fica (1960-1970)<\/a>, Pedro Martim Matos Pereira<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1-OKlzR_d2tBJIVX9LskbzGEqXenj0DC3\/view?usp=drive_link\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O contexto de carestia e car\u00eancia de g\u00e9neros aliment\u00edcios no concelho de Vila Franca de Xira: uma transposi\u00e7\u00e3o did\u00e1tica para o estudo das motiva\u00e7\u00f5es por tr\u00e1s das greves de maio 8 e 9 de maio de 1944<\/a>, Pedro Miguel Augusto Pires<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1usm9e9ptDAqRAdaS2PVXWijD-ZFnGR3L\/view?usp=drive_link\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Greve na F\u00e1brica de Tabacos de Xabregas em mar\u00e7o de 1871. Retrato da classe oper\u00e1ria no in\u00edcio da d\u00e9cada de 70 do s\u00e9culo XIX<\/a>, Rafael Serrador<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1b-sdCO10dSo448mm-VwSlC7mgPMFBJ-V\/view?usp=drive_link\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A m\u00e3o como ferramenta e como objeto simb\u00f3lico<\/a>, Vanda Luciano<\/p>\n<\/details>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u201chist\u00f3ria do povo\u201d \u2014 com uma longa tradi\u00e7\u00e3o em l\u00edngua inglesa e francesa mas ainda a dar os primeiros passos em Portugal \u2014 \u00e9 a hist\u00f3ria dos de baixo, isto \u00e9, das pessoas comuns que fazem e refazem a hist\u00f3ria, partindo da centralidade do trabalho e dos conflitos sociais na vida p\u00fablica para explicar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.5 - 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